COPA DO MUNDO

 

CARÍSSIMOS, SEGUE ABAIXO os principais textos que marcaram o blog foquenacopa. Para aqueles que se interessarem, todos os texto publicado lá podem ser lidos nesse link : http://foquenacopa.wordpress.com/  faça bom aproveito e analise que eu acertei todos as equipes que foram as quartas de final, todos os semifinalistas e o campeão, errando somente o 3º lugar que ficou com a Alemanha, enquanto eu apostei na celeste uruguaia.

Abraço.

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Espanha campeã mundial

Publicado em 12 de julho de 2010, por

Bruno Rebouças

 

HÁ ALGUM TEMPO A ESPANHA já merecia ser campeã. E foi num jogo disputado, no segundo tempo da prorrogação, com um gol daquele que para mim foi o melhor da Copa. A vitória da Espanha mostra para o mundo todo e, principalmente, para o Brasil que pode se ganhar copa jogando bem, com três ataques, dois volantes ágios, jovens em campo.

A final foi marcado por muitas faltas, principalmente pela Holanda, sendo algumas delas desleais e merecendo até a expulsão de alguns jogadores. A Holanda se defendeu e esperou um contra ataque que até veio, mas que Casillas defendeu com o pé. Sneijder não apresentou o bom futebol, suas arrancadas e chutes de média e longa distância. Robben ainda tentou, na maioria das vezes, sem sucesso. Levou perigo em alguns chutes, mas todos bem defendidos por Casillas, o melhor goleiro da Copa.

A Espanha perdeu alguns gols, entre eles, aquele que Villa chutou quase de gol aberto e Reitinga salvou com a ponta da chuteira. A Espanha era claramente melhor e jogava futebol como antigamente, para cima. A Holanda defendia com hoje os times se defendem, e batia como alguns pernas de pau costumavam bater.

Na contra a Holanda, mas era necessário para o futebol que a Espanha vencesse a Copa. Assim como o Barcelona, clube espanhol, os jogadores da fúria, dominaram sempre seus jogos e jogaram, acima de tudo, da mesma maneira independentemente do adversário, privilegiando sempre o toque de bola e o drible.

Era necessário a seleção espanhola vencer, pois tirar um volante, Alonso, e colocar um meia, Fábregas, em pleno o fim do segundo tempo do jogo a fim de ganhar a partida e não empata-la, mesmo correndo o risco de perde-la, é uma atitude de um técnico que favorece o espetáculo, dando aula para os retranqueiros de plantão.

A Holanda teve vários méritos e chegou a final jogando bem, sempre na eficiência e nos erros de seus adversários. No talento individual de Robben, Sneijder e Van Persie, o último apagado em campo.

Foi lindo ver a felicidade dos jogadores espanhóis, após o gol. Todos correndo para a lateral e pulando em cima de Iniesta. Em Madri, o povo comemorava feito louco. Nós sabemos o que é ganhar uma Copa, por isso me emocionei quando os espanhóis venceram.

A imagem da Copa do Mundo, para mim, foi Casillas chorando de joelhos, após o gol de Iniesta. Sozinho, como todo goleiro, Casillas comemorou de joelhos e chorou com uma sinceridade tocante.

Por fim, a Espanha mereceu vencer e o título está em boas mãos, assim como estaria se a Alemanha também tivesse vencido e a Holanda tivesse jogado e vencido indo para cima, como fez as seleções históricas da laranja.

Despedimo-nos com muita tristeza, mas já esperando 2014 e, acima de tudo, de olho nas maracutaias governista para que eles não superfaturem tanto quanto eles desejam.

O foquenacopa agradece a todos os acessos e, com carinho especial, a todos que se tornaram fieis leitores deste espaço.

Continue acessando nosso site www.foque.com.br

Nos vemos por aí…

Até mais. 

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 Final da Copa do Mundo… Inédita

Publicado em 9 de julho de 2010, por

Bruno Rebouças

 

QUANDO EU DISSE QUE A ALEMANHA mostrou como se ganhava uma copa, eu não disse que eles ganhariam. Apenas quis dizer que não é preciso fechar os jogadores num quartel militar. E que juventude pode vencer, dá show e agradar. Experiência nem sempre vence, assim como juventude também não. O que importa é mesclar e, se possível colocar a juventude para jogar mais, pois os experientes e milionários jogadores de futebol, que vivem mais na Europa e, esquecem até mesmo o idioma que falam, preferem jogar a Liga dos Campeões a Copa do Mundo. 

Para mim não foi uma surpresa a Espanha vencer a Alemanha. Dois dos melhores times da Copa do Mundo fizeram uma semifinal tensa, na qual a Espanha com suas características mandou no jogo, pois dominou o meio campo, como sempre faz e, igual ao Barcelona com os mesmos Xavi e Iniesta. A Alemanha mudou seu estilo e não apresentou o bom futebol que vinha jogando. Sentiu a falta de Muller, mas isso não foi determinante. A postura da equipe alemã foi determinante para a derrota e colocar a equipe para se defender foi uma tática errado do técnico alemão. 

A Espanha chega com méritos, e antes da Copa já liderava as bolsas de apostas. Manteve o favoritismo e chegou a final, jogando muito bem a semi quando eliminou a Alemanha. Pela copa inteira, e seleção alemã tinha mais méritos, porém pelo jogo da semi a Espanha demonstrou muita grandeza, pressionou, perdeu gols demais e venceu na bola parada com Puyol.

 HOLANDA E URUGUAI

Foi um grande jogo. O Uruguai sentiu muito a falta de Suárez. Fórlan ficou muito isolado no ataque. O Uruguai jogou bem, se fechou direito e dificultou em muito a vida da Holanda que não jogou bem e, ainda teve um gol irregular, o segundo. Aquele gol foi determinante, pois o terceiro foi consequência do segundo. O Uruguai foi valente, perdeu bonito, erguido, indo para cima, tentando o empate, que se fosse alcançado seria lindo. Mas a Holanda é melhor, e mereceu a classificação para final.

FINAL INÉDITA

Eu já havia comentado que gostaria que a Copa tivesse um novo vencedor. E terá. Além de ser a primeira vez que Brasil, Itália, Argentina e Alemanha não estarão numa final. A FIFA queria que isso acontecesse para poder abranger mais o seu público.

Pelo futebol apresentado, a Espanha é favorita, mas vale ressaltar que a Holanda não perde um jogo há 25 partidas. A laranja é a única, nessa Copa, que venceu todas as partidas. A Espanha é a atual campeã da Eurocopa, a mini Copa do Mundo europeia. Ambas as equipes tem jogadores habilidosos, talentosos que podem decidir uma partida mesmo que suas equipes não estejam jogando bem.

Creio que a Espanha tem mais força coletiva, pois a força individual é semelhante. A defesa espanhola é mais frágil que a holandesa, porém o meio espanhol é mais companheiro e os jogadores, apesar de estrelas, tem menos estrelismo que os da laranja, que historicamente tem grupos rachados.

Domingo, às 15h30, em Johanesburgo a Copa do Mundo terá um novo campeão. Já podemos dizer que o título estará em boas mãos, independente de quem seja o vencedor.

APOSTAS

Para a disputa do 3º lugar aposto no Uruguai, pois a Alemanha está depressiva com mais uma derrota nas semifinais, assim como em 2006 quando perdeu da Itália.

Já para final aposto na Espanha, por considerar os espanhóis melhores e pela coincidência. Tirando Itália em 1938 e 1982 (Argentina, em 1978 eliminou o Brasil no saldo de gols. Antes as semifinais eram disputadas em um triangular, e Argentina e Brasil empataram em 0 a 0), nenhuma seleção que eliminou o Brasil foi campeã (O Uruguai ganhou em 1950, na final).

Em 1930 a antiga Iugoslávia nos eliminou, Uruguai campeão. Em 1934 saímos para Espanha, deu Itália. Em 1954 fomos eliminados pela maravilhosa Hungria de Puskas, que perdeu na final para a Alemanha, depois de ter derrotado os alemães, na primeira fase, por 8 a 0.

Em 1966, Portugal tirou o Brasil, ficou na semi. Em 1974, a Holanda perdeu na final. Em 1986, a França ficou na semi. Em 1990, a Argentina perdeu na final. Em 2006, a França perdeu também na final. Vamos ver 2010.

Recapitulando: Uruguai 3º lugar e Espanha Campeã.  

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Que dor Gana! Que dor

Publicado em 4 de julho de 2010, por

Bruno Rebouças

 

- TRINTA MINUTOS DA PRORROGAÇÃO. Grita o narrador na TV. O estádio Soccer City, palco da final da copa no próximo dia 11 de julho, está lotado. Gyan, que fizera o gol salvador de Gana, também na prorrogação contra os Estados Unidos, ajeita a bola na marca fatal, após Suarez defender a bola na linha do gol.

Gyan ajeita a bola, expectativa. Gyan corre, bate no meio do gol, por cima. A bola caprichosa bate no travessão e sai. Acaba o jogo. Os africanos começam a chorar e os jogadores de Gana caem no chão, enquanto outros tentam reanimar seus companheiros, lembrando que ainda falta a decisão por pênaltis.

O jogo entre Gana e Uruguai foi o mais emocionante da Copa, até então. Gana fez 1 a 0 no primeiro tempo, após perder algumas chances de gol, sendo três dessas chances, gols feitos. Lugano, capital da celeste, se machucou e o Uruguai sentiu a falta de seu capitão. O segundo tempo veio e os uruguaios voltaram melhor, chegando ao empate com Fórlan. A partir daí, o jogo foi lá e cá com chances de gol para ambas as seleções. Ligeira vantagem de Gana.

A prorrogação chegou, e o Uruguai parece ter cansado, enquanto o vigor ganese estava prevalecendo. As duas seleções se preocupavam mais em não levar do que fazer um gol. Gana deu um gás final, e colocou uma pressão ao final do segundo tempo da prorrogação. O jogo havia chegado aos 120 minutos de bola rolando. Após uma cobrança de lateral, o goleiro uruguaio dividiu com um ganês, Suárez, atacante uruguaio, tirou com o pé em cima da linha. A bola voltou e outro ganês cabeceou com força, dessa vez Suárez defendeu, fez pênalti e foi expulso.

Acabou. Chegou a hora de um africano chegar as semifinais.

Não dá para saber o que pensam e como agem os deuses da bola, mas a bola subiu demais, e o Uruguai ainda tinha a chance de disputar os pênaltis, numa melhor de cinco. A cobrança perdida de Gyan fez sucumbir a força de Gana. Mas demonstrando personalidade, Gyan voltou à marca fatal e converteu seu pênalti empatando a decisão. 1 a 1. Fórlan fez 1 a 0 Uruguai. O Uruguai converteu o segundo pênalti, Gana também. O terceiro gol Uruguai veio com uma bola no meio do gol. Entrou: 3 a 2. O capital ganês pegou pouca distância da bola, bateu e o goleiro uruguaio defendeu. O Uruguai desperdiçou o quarto pênalti. Chance pra Gana. Muslera, goleiro uruguaio, defendeu de novo. 3 a 2. Se Loco Abreu fizer acabou.

Loco Abreu bate pênaltis com cavadinha. Terá ele coragem? Numa Copa? Perguntamos-nos… Sim. Ele teve. Bateu com categoria, imitou Zidane que na final da Copa de 2006 fizera o mesmo, e classificou o Uruguai para a semifinal, fato que não acontecia desde 1970.

Gana foi a seleção africana que mais perto chegou de classificar para as semifinais. As outras duas, Camarões em 1990, enfrentou a Inglaterra e teve chance, levando o gol de empate aos 45 minutos do segundo tempo. Na prorrogação, a Inglaterra fez o gol de ouro e eliminou os leões indomáveis. Em 2002, Senegal encantou a todos. Venceu a França na primeira partida da Copa e perdeu da Turquia, nas quartas por 1 a 0, gol na prorrogação. Naquela partida, Senegal não havia jogado bem e o jogo não foi emocionante, foi truncada.

Em 2010, Gana teve a chance aos 120 minutos de classificar. Isso atrapalhou, pois percebeu-se que Gyan estava ansioso e queria correr para galera. Esqueceu, porém, que antes a bola tinha que entrar.

Doeu ver Gana ser eliminada. As lágrimas de Gyan foram as lágrimas da África como um todo. Foi a lamentação de milhões e a dor de milhares que não são africanos, mas que juntos torceram. Não sabemos como os deuses da bola são, mas sem dúvida, faltou piedade com Gana no dia 2 de julho de 2010, no Soccer City, em Johanesburgo.

O Uruguai classificou bem ao seu estilo. Na luta, na emoção, na garra. A celeste merecia a classificação, era Gana quem não merecia perder. 

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O futebol não é uma questão de vida ou morte…

Publicado em 2 de julho de 2010, por

Bruno Rebouças (foto: Canindé Soares)

  

 

… É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE ISSO. Infelizmente a frase não é minha, é de Bill Shankly técnico do Liverpool na década de 1960. O futebol é tudo isso realmente, e como tem mais importância que a vida e a morte não podemos culpar um único jogador, embora ele tenha participação efetiva no resultado.

Felipe Melo foi do céu ao inferno em menos de 90 minutos. Começou brilhante com um passe a la Falcão, Gerson ou Zico. Errou feio em pisar em Robben como os mais grossos zagueiros fazem. Não fez gol contra. Tentou tirar e foi atrapalhado por Júlio César e vice versa. A Holanda achou um gol, e depois mandou no jogo mais por descontrole do Brasil que por sua competência.

O Brasil de Kaká, Robinho e companhia se descontrolou. Gritou por besteiras e esqueceu de jogar, caindo no inferno que Robben tentou, e conseguiu, causar. O que determinou o jogo foi o fato da Holanda ter errado menos no primeiro tempo que nós no segundo. Poderíamos ter feito dois gols e liquidado a fatura, mas hora esbarramos no bom goleiro holandês, hora na ansiedade costumeira de um time que pensa em vencer.

Outro fato que é importante ressaltar é que em 4 anos de trabalho, o time de Dunga não sofreu nenhuma virada de resultado. A grande verdade, se não me falha a memória, é que o time de Dunga só saiu uma vez atrás do marcador. Na Copa das Confederações, em 2009, quando perdia por 2 a 0 e virou para 3 a 2. O estado psicológico de um time que nunca saiu atrás foi determinante nas lágrimas que as pessoas soltaram hoje, após o jogo.

Não podemos dizer que perdemos por que no segundo tempo jogamos mal. Perdemos por que jogamos muito bem o primeiro tempo e não matamos o jogo. E, a bola pune assim como a bola deveria ter punido a Holanda por perder tantos gols.

Nem podemos culpar Dunga e sua rigidez em proibir sexo, sorvete e baladas, sem ironias, pois esse foi o jeito que ele acreditou que venceria a Copa. Já houve seleção que ganhou com a concentração fechada e aberta. Não perdemos a Copa do Mundo por excesso de concentração como vi muita gente falando no twitter. Perdemos pelo simples motivo de não termos, após o segundo gol dos holandeses, alguém para por a bola no chão e chama o jogo para si e dizer: ‘pessoal vamos voltar ao jogo’.

Não acredito que o Brasil tenha ido passear durante o segundo tempo, como alguns jogadores da Holanda que estavam em campo, mas com o espírito no vestiário, no primeiro. O problema foi que o nosso corpo continuou em campo e o espírito deles apareceu. As coisas se equilibraram e o gol injusto, fatídico da Holanda deu vantagem a quem estava tenso e relaxou quando empatou. Levamos a virada em ótima ultrapassagem de Kuyt nas costas de Luís Fabiano. O desvio do holandês matou a organização da defesa brasileira. Não foi culpa de ninguém. O aviso é velho e certo: ‘a bola não pode ser desviada no primeiro pau’.

Não pretendo fazer uma análise dos jogadores, mas da partida como um todo. Mas creio que os únicos que mantiveram a serenidade foram Juan e Gilberto Silva, assim como Gilberto. Lúcio com toda sua voluptuosidade se desesperou e virou atacante. Robinho descia demais tentando resolver, dando bronca em Robben por ser cai-cai. Isso é pro juiz, e Robinho já foi um pula-pula também. Luís Fabiano sumiu, Kaká e Dani Alves seguravam a bola demais, quando tinha que tocar rápido.

Dunga errou em tirar Luís Fabiano. Mas não conseguiu ousar naquele momento, quando tinha um jogador a menos, devido ao destempero, e não a burrice, de Felipe Melo. O que eles podia fazer era ter tirado G. Silva, colocar Daniel Alves como volante, recuar Robinho pra meia direita e, colocar Nilmar para correr no ataque, deixando Fabiano como pivô para disputar a bola com a alta zaga da Holanda. Porém, sentado no sofá é tudo mais fácil.

Ousar não é o forte de Dunga, mas para mim, e sempre pensei nisso, perder de 2 a 1 ou 3 a 1 é a mesma coisa. Com as substituições ditas acima, era uma forma de tentar um empate de maneira mais constante. O fim do jogo era para ser uma blitz do Brasil no campo de defesa holandês, coisa que não aconteceu, pois os jogadores já não tinham mais força e, principalmente, raciocínio para tanto.

Nesse momento, Dunga deve ter olhado pro banco e chegara à conclusão que muita gente já tinha chegado, inclusive eu: ‘não temos banco’. É tanto que ainda tínhamos uma substituição, mas o conservadorismo de Dunga e a falta de opções no banco, mais a expulsão de Felipe Melo tornaram as coisas mais fáceis para a Holanda.

O jogo terminou e ver Júlio César chorar me levou as lágrimas também. Não torci 100% pro Brasil, pois concordo com Dr. Sócrates (ex-jogador), em entrevista a Caros Amigos, que disse que ‘ganhar não é importante, o importante é ser feliz’, por isso cobrei um time habilidoso e encantador, por que torço mais pelo futebol que pelo Brasil, embora saiba que a maioria torça mais pelo Brasil que pelo futebol.

Mesmo os que torcem mais pelo Brasil, choraram mais pela falta de felicidade que pela derrota. Quando choro uma derrota, não choro pela falta de vitória, e sim pela falta de felicidade.

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Previsão das Quarta de finais

Publicado em 1º de julho de 2010, por

Bruno Rebouças, jornalista

 

VAMOS FAZER NOSSAS APOSTAS. Eu faço a minha e você, óbvio, faz a sua. Então vamos direto ao assunto. Para não dizer que roubei, agora são 18h10 do dia 1º de julho, quinta-feira.

O primeiro jogo de amanhã será Brasil e Holanda, às 11 horas. Duas equipes que sempre fazem partidas históricas, de tirar o fôlego. O Brasil tem um time forte, boa defesa e com um contra ataque mortal. Tem camisa e já eliminou a Holanda de duas Copas, 1994 e 98. Pensando friamente, se a Holanda não venceu o Brasil jogando na França-98, Europa, não vencerá na África do Sul, levando em conta o mito. Seleção européia não vence copa fora da Europa. Mas como ainda não vale título e, mesmo acreditando que o Brasil vence a Holanda, mais pela Holanda ser um time muito individual e menos pelo talento do Brasil, aposto na Holanda para ser diferente, pois todos apostaram no Brasil.

O segundo jogo é mais fácil. Às 15h tem Uruguai e Gana. Quero que o Uruguai vença, embora saiba que Gana tem um time muito agradável e, toda a África do Sul vá torcer pelos ganenses… Classifica o Uruguai. Fica óbvio que um erro neste palpite me deixará feliz do mesmo jeito.

O jogo do sábado é o mais fácil de todos. Alemanha e Argentina. Ironias a parte fica difícil fazer prognóstico. Será um pena vê o time de Messi e Maradona, só por suas figuras e não pelo futebol da Argentina nessa Copa. E será doloroso vê o time alemão, tão forte, habilidoso, jovem e mortal como há muito não se via, eliminado da Copa. Aposto na Alemanha, pelo equilíbrio de todos os setores. Mas ressalto: se Messi jogar o que joga no Barcelona já era Alemanha. Caso contrário, os alemães eliminam, como em 2006, os argentinos de Don Diego.

Por fim, Espanha e Paraguai, sem ironia, é o mais fácil de palpitar. A não ser por um desastre os paraguaios eliminem a fúria que vem crescendo dentro da Copa. Para esse jogo aposto até resultado: 3 a 0 Espanha.

Domingo venho conferir e analisar os jogos das quartas de finais. No mais tardar, apareço na segunda. Juro!

Até mais.

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A guerra dunguista

Publicado em 24 de junho de 2010, por

Bruno Rebouças, jornalista

 

 

OS GUERREIROS DE DUNGA ESTÃO DE ARMADURA. Sérios. Batem no peito e dizem que carregam consigo a história da seleção mais vitoriosa do mundo. Guerreiros precisam de guerra, a paz não é bem vinda. O lazer? Muito menos. Cerveja só em comercial de patrocinador. Sexo? Tem gente que não gosta. Sorvete pode? Não. A diversão dos jogadores, nos dias de folga é ficar dentro do hotel, trancados e fazerem um pagode com churrasco, que muitos não gostam. Nem uma voltinha pelas cidades sedes está sendo permitida.

Dunga sempre foi um jogador guerreiro, de raça. Ótimo passe, chute forte. Foi um dos cinco capitães campeões pela seleção. Para Dunga, a paz é ruim e por isso vive em conflito. Se o conflito não vem a Dunga, ele vai até o conflito. Foi assim com o repórter da TV Globo, Alex Escobar. No maior estilo gaúcho machão, tchê, o técnico da seleção interpela o repórter, que estava ao celular e fizera um gesto negativo com a cabeça. Com toda sua truculência e radicalidade o capitão do Tetra pergunta: ‘Algum problema?’.

Dunga faz questão de bater na imprensa. As más recordações dos tempos de jogador ainda não foram superadas. Rancoroso. Não conseguiu absorver todas as vezes que fora elogiado como jogador, pois tinha talento no passe, chute forte e tinha muita personalidade, como já foi dito mais acima. Porém, Dunga vive em guerra desde que chegou a África do Sul. Talvez prefira a guerra para motivar seus guerreiros. Dunga esquece, porém, que todos os técnicos da seleção sofrem críticas, do mundo todo, por dirigirem a mais vitoriosa das seleções. Logo, não é pessoal como pensa ele.

Desde que chegou a África do Sul, Dunga fecha os treinos, contrariando a FIFA que já reclamou oficialmente, os patrocinadores e, principalmente, os jornalistas. Dunga tem o direito de fechar os treinos para melhor preparar o time, porém, não pode fechar a seleção em uma ditadura controlada por ele, afastando a imprensa, logo, o público.

A arrogância do técnico da seleção é sem tamanho. Olhado por todos os ângulos e equipamentos, Dunga acredita que os brasileiros torcem por ele. O fato é que os brasileiros torcem pela seleção, independentemente de quem esteja jogando ou treinando. A torcida não é por Dunga, Kaká, Júlio César… É pela equipe, pela camisa. Lógico que eles estando lá, ganham a torcida por osmose.

O clima que rodeia a equipe brasileira nunca foi tão pesado. Os guerreiros, comprometidos e coerentes jogadores da seleção absolvem a guerra dunguista, e saem a ofender jornalistas e rebater todos os que imprimam suas opiniões. Como fez nosso craque, bom moço, bonito, educado, que nunca deu uma entrevista atravessada, Kaká. Após o repórter da TV ESPN, André Kfouri, perguntar se Kaká estava a sentir dores no púbis, o bom moço não respondeu a pergunta e, ainda acusou Juca kfouri, pai de André, de persegui-lo, pois Juca é ateu e Kaká segue Jesus Cristo. Esse fato nunca aconteceu. O que Juca condena, assim como a FIFA proibiu, foi o ‘marketing religioso’ promovido pelos jogadores da seleção, após vencer a final da Copa das Confederações, em 2009.

A guerra que Dunga criou, os guerreiros absolvem cada dia mais. Além disso, eles começam a colocar ingredientes nessa ‘batalha’, como a religião. Na seleção brasileira, muitos jogadores são evangélicos, mas ninguém liga para isso. A torcida quer que eles vençam a Copa. Os guerreiros de Dunga acreditam viver na idade média e querem reviver as guerras santas e as cruzadas pelo deserto.

A guerra criada por Dunga atrai antipatia para seleção brasileira, fazendo com que muitas pessoas deixem de torcer pelo Brasil. Como no meu caso. Mas para Dunga isso não importa. A guerra mantém os guerreiros vivos. E a torcida, às vezes atrapalha.

Enquanto Maradona isola a seleção Argentina de forma positiva, comendo uma maça, com a foto do neto ou fumando um charuto nas entrevistas coletivas, Dunga aparece carrancudo sempre, com um tromba de elefante, falando grosserias e xingando jornalistas. Ele bem que podia imitar o anão cujo nome é seu apelido… Ficar mudo!

Enquanto Maradona se diverte e chama atenção para si, isolando a seleção dele, Dunga atrai a atenção para si, isolando a seleção brasileira de forma negativa e, influenciando os jogadores a comprarem uma guerra que não é deles. O discurso é bem ensaiado. O dunguismo virou ideologia entre os atletas canarinho.  

Por fim, começo a entender porque Dunga não levou os meninos da vila e, sim, os comprometidos, religiosos que não gostam de sorvete e de sexo. Os meninos iam quebrar o clima de guerra e tornar o ambiente, simplesmente, feliz. Como tentou Robinho censurado por Kaká na frente de todos, por dá entrevista a TV Globo. A guerra está armada. Resta saber se os guerreiros vão vencer a guerra, ou só mais uma batalha.

RESSALVA: Acabo de ver na TV, que os jogadores da seleção brasileira foram atender aos torcedores, durante o primeiro treino em Durban. Para mim, é uma medida de marketing dos guerreiros para reconquistarem a simpatia perdida de alguns.

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O MARTÍRIO DA VUVUZELA

Publicado em 21 de junho de 2010, por

Gustavo Vilella Whately, mestrando em Ciências Sociais

 

ANTES DE FALAR DESSE ARTEFATO que tem causado dor de cabeça em alguns torcedores, e especialmente na imprensa esportiva, gostaria primeiro de relembrar um fato político ocorrido em 2007 na XVII Conferência Ibero-Americana, realizada em Santiago do Chile.

Em tal ocasião, o rei da Espanha, Juan Carlos, se dirigiu a Hugo Chaves, presidente e chefe de estado da Venezuela, de uma forma grosseira, dizendo “Por qué non te callas?”. Ou seja, sugeriu que ele calasse a boca. Muitos aplaudiram tal ato, inclusive nossa Grande Mídia, pois são contra a figura desse político. O que esqueceram de explicar e o ato político implícito. Caso consideraram que o Hugo Chávez estava dizendo bobagem, por que não mandaram o George W. Bush calar a boca, quando insistia em atacar o Iraque, mesmo quando a ONU disse que não? Por que não mandaram Tony Blair calar a boca, quando este apoiou irrestritamente (e irrefletidamente) o Bush? Por que não mandam o Le Pen calar a boca, sempre que ele faz seus discursos xenófobos, quase racistas?

Bem, tenho uma teoria do por quê. Talvez seja por eles serem líderes políticos europeus e estados unidense. Por controlarem grande parte do capital mundial, por serem colonizadores, enquanto a Venezuela, e a América latina, África, Ásia, serem apenas povos colonizados sem grande importância. Mandar um chefe de Estado de uma nação Européia calar a boca causa problemas diplomáticos sérios. Dos Estados Unidos também. Mas de um país atrasado da América Latina não. Pode passar por cima deles sem problemas. E esse desrespeito ainda foi aplaudido por vários. Ridículo isso.

Essa reflexão me faz voltar as vuvuzelas. Desmond Tutu, ganhador do Nobel da paz e cunhador do termo “Nação Arco-Íris” já disse: “Quando vamos à Alemanha, não falamos para os alemães beberem menos cerveja.” Essa frase sintetiza o meu pensamento. Cerveja causa maiores males que vuvuzela. Um bêbado tem o poder de chatear mais do que dezenas de vuvuzelas, e tem um “poder destrutivo” maior que milhares delas. Porém, ainda continua essa campanha, especialmente na nossa imprensa, pela proibição desse artefato.

Por que proibir a vuvuzela, se a corneta é permitida? Alias, as duas são praticamente iguais. Mas nem é esse ponto que quero tocar, a questão é: Por que temos a mania de dizer ao africano que fazer, como torcer e como se portar? Isso é uma mentalidade de tutor. Vemos alguém ingênuo, mais novo, ou inferior e nos colocamos no papel de tutor deles. Isso é uma mentalidade de colonizador, que vê o outro povo como inferior a si mesmo. Hora, a África foi tanto tempo colônia que nós sabemos que a vuvuzela é ruim, e que não é o jeito certo de torcer (como se houvesse um único jeito certo de torcer), e eles não sabem disso, por tanto temos que agir como tutor e falar o certo e o errado. Pretensão européia, que a Grande Mídia brasileira tem apoiado.

William Waack fez uma reportagem dizendo que vuvuzela não é cultura africana, que é irritante e deveria sim ser restringida. Impressiona-me que ele realmente ache que sabe o que é cultura africana ou não. Ele queria apelar contra o instrumento.

Não acho que a vuvuzela seja cultura africana, mas com certeza é uma forma que eles usam para se divertir, brincar e fazer barulho. Eles gostam. Quem somos nós para falar que não, que é errado, que deve ser banido? É muita pretensão, isso sim.

Esses dois episódios mostram como o mundo ainda não trata a América Latina e, em especial, a África como igual no mundo, na política mundial e na cultura mundial. Enquanto isso ocorrer, a diplomacia continuará a tender para os mais fortes, economicamente e militarmente.

Por isso, eu concordo com Desmond Tutu. Se alguém falar para parar com a vuvuzela, sopre mais forte e mais alto ainda. Mantenha a sua posição.

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País que vive ditadura perde a primeira partida

Publicado em 17 de junho de 2010, por

Bruno Rebouças, jornalista

 

NÃO ESTOU FALANDO DA DERROTA da Coréia do Norte. Estou falando de Honduras que perdeu para o Chile por 1 a 0, na manhã de 16 de junho. O país hondurenho sofreu um golpe de estado e está vivendo em estado de sítio. Nenhum jornalista, ou as emissoras que transmitem o mundial da FIFA sequer tocaram no assunto. Só falaram e falam da Coréia do Norte, onde os cidadãos, que muitos dizem que não assistiriam ao jogo ao vivo. Uma falsa preocupação, sobre o direito a liberdade. Para tranquilizar os colegas de profissão, os norte coreanos assistiram ao jogo e ficaram muito orgulhosos do time deles, diferente da gente, né?

Honduras sofreu um golpe militar, na qual seu presidente legítimo, Zellaya, foi extraditado do país, após uma eleição fraudulenta que o mundo inteiro aceitou por não se tratar de uma revolução de esquerda. A Coréia do Norte vive em estado de regime fechado, ou em ditadura como queriam, há muitos anos e não é surpresa. Agora, a Copa do Mundo ser usada por militares que privam os cidadãos de todos os direitos constitucionais, menos de assistir Honduras perde um jogo da Copa, é uma vergonha sem tamanho.

Durante os dias que antecederam o jogo Brasil e Coréia do Norte, muitos jornalistas comentaram que era um absurdo a população desse país não assistir um jogo. Não defendendo os norte coreanos. Eles vivem em estado ditatorial mesmo, com direitos censurados. Porém, todos a de convir que Honduras vive situação semelhante e os jornalistas omitem, pois o direito de ver o jogo pífio de Honduras está garantido.

Creio que não é papel do jornalista esportivo analisar a situação política dos países que estão na Copa. Esse texto é apenas um alerta, para que você leitor, veja que em tudo há a ideologia das classes superiores e capitalistas. Como dizia um velho bordão: ditadura de direita pode, de esquerda não. Nesse caso, seria mais apropriado dizer que Ditadura capitalista pode. Comunista não…

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